Formação e Mercado de Trabalho em Saúde

Este eixo de investigação pretende conhecer e analisar a dinâmica estabelecida entre a formação de profissionais na área da saúde e o mercado de trabalho. 
Considerando a magnitude e a importância da Residência Médica no Estado de São Paulo no contexto da formação médica, pretende-se aprofundar conhecimentos acerca da formação profissional e da inserção dos diferentes médicos especialistas no mercado de trabalho. Nesta perspectiva, e tendo como contraponto as necessidades do SUS em incorporar em seus quadros estes diferentes especialistas, emergem questões relacionadas à caracterização do efetivo aproveitamento da formação especializada na atuação cotidiana do profissional, e à caracterização dos fluxos migratórios destes profissionais em âmbito nacional e no próprio Estado de São Paulo.
A perspectiva deste conjunto de estudos é a da problematização da regulação da formação de médicos especialistas e de sua fixação nas diversas regiões do estado e do país, necessária para a adequada gestão estadual da formação de médicos especialistas.

A Inserção dos Egressos dos Programas de Residência Médica Financiados pelo Governo do Estado de São Paulo no Mercado de Trabalho

Caracterização da Residência Médica no Estado de São Paulo, 2003

Estudo das Necessidades de Médicos Especialistas no Estado de São Paulo (Relatório Parcial - Biênio 2006/ 2007 ) 

Estudo da Migração de Médicos Egressos de Programas de Residência Médica no Estado de São Paulo (Relatório Parcial - Biênio 2006/ 2007 ) 

Caracterização dos Programas de Residência de Medicina Preventiva e Social no Brasil (Relatório Parcial - Biênio 2006/ 2007 )

Gestão Recursos Humanos no Sistema Único de Saúde 

Este eixo de investigação direciona-se à identificação dos mecanismos e estratégias de gestão de pessoal desenvolvidos no SUS/SP, incluindo aí os principais elementos motivadores destas políticas. Considera-se tanto o cenário presente na Secretaria de Estado da Saúde (SES/SP) como o das Secretarias Municipais de Saúde. 

A SES/SP, com o processo de municipalização ocorrido nos últimos 15 anos, passou por modificações importantes no seu quadro de recursos humanos, redirecionando-os para as atribuições de gestão estadual e regional do SUS, além de manter uma extensa rede de hospitais gerais e especializados sob a gestão direta da SES/SP. Ainda, efetivou a municipalização de seu quadro de pessoal lotado nas unidades de saúde municipalizadas, em sua maior parte relacionada à Atenção Básica. 

No âmbito dos municípios destacam-se as questões relacionadas aos gastos em saúde, particularizando as despesas com pessoal, tendo em vista os processo de terceirização e precarização das relações de trabalho, bem como as implicações das modalidades de contratação de pessoal com a Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Rotatividade de Cargos na SES 

Perfil da Força de Trabalho na SES/SP 

Parâmetros para o Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Hospitais Gerais

Estudo das licenças médicas em trabalhadores da saúde vinculados à gestão pública

Recursos Humanos no SUS: Analise das Despesas e Formas de Vínculos Institucionais no Contexto Proposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal nos Municípios do Estado de São Paulo

Instrumentos alternativos na gestão direta de pessoal 

Análise do Perfil de Cargos de Comando da SES/SP (Relatório Parcial - Biênio 2006/ 2007 )

 

Recursos Humanos em Atenção Básica à Saúde e o Programa de Saúde da Família

 

Cidade de São Paulo: 10 anos de Saúde da Família.

No Município de São Paulo, o Programa Saúde da Família começou a ser implantado em 1996, através de uma ação conjunta entre o Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde e duas organizações sociais sem fins lucrativos: a Casa de Saúde Santa Marcelina e a Fundação Zerbini, com a denominação de Qualidade Integral em Saúde (Projeto QUALIS), em virtude dos serviços de saúde do Município de São Paulo terem sido transformados em cooperativas de saúde, operados pelo setor privado, através do Plano de Assistência à Saúde (PAS-1993/2000), chegando a 226 equipes nas Zonas Leste, Norte, Sudeste e Sul do Município. Em 2001 com a municipalização de saúde, a SMS/SP passou a implantar o PSF em suas UBS, encampou as equipes do QUALIS e chegou a 670 equipes em 2004.
Ambas as experiências foram objeto de pesquisa: no QUALIS, através de metodologias qualitativas estudou-se 10 USF, realizou-se 174 entrevistas semiestruturada (com formuladores, gestores, gerentes e profissionais das equipes, lideres comunitários), observação do trabalho dos ACS nos domicílios e nas unidades de saúde, FAPESP, 1999. O PSF, através de uma iniciativa da própria gestão municipal ao final de 2004 estudou-se as equipes através de um questionário com questões fechadas sobre o perfil/ formação dos profissionais, escala de opinião de Likert e perguntas abertas sobre expectativas profissionais, dos médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Os dados coletados em 4.752 questionários foram analisados através de uma consultoria para a UNESCO.
Essas pesquisas com metodologias diferentes registraram a experiência do PSF no município de São Paulo em dois momentos e em duas situações diferentes: no momento de sua implantação em 1996, como um Projeto, e, na sua expansão, cinco anos depois como Política Pública. Interessa-nos compreender as características das equipes, dos profissionais e suas expectativas nas duas situações apontadas. E, especialmente, captar as mudanças que ocorreram em 10 anos quando o Projeto transformou-se em Política Pública, particularmente as repercussões desse processo sobre o perfil, formação, expectativas dos membros das equipes de Saúde da Família.