Desequilíbrios geográficos na distribuição de profissionais da saúde


“Poucos lá, muitos aqui” é o novo título da série de artigos intitulados Entendendo os Desequilíbrios Geográficos da Força de Trabalho da Saúde. Os autores são Gilles Dussault, do Departamento de Desenvolvimento Humano, do Instituto do Banco Mundial, e Maria Cristina Franceschini, consultora da Organização Pan-Americana da Saúde, em Washington, DC.

Este documento analisa a dimensão geográfica do acesso e um de seus determinantes críticos: a disponibilidade de profissionais qualificados. O objetivo do artigo é oferecer uma melhor compreensão dos determinantes dos desequilíbrios geográficos na distribuição dos profissionais de saúde e identificar e avaliar as estratégias desenvolvidas para corrigir tais falhas.

O documento revisa também a literatura recente sobre determinantes, barreiras e os efeitos das estratégias que visam corrigir os desequilíbrios geográficos, com o foco nos estudos empíricos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Uma análise dos acertos e das falhas dos determinantes e um resumo das lições aprendidas estão incluídos.

A distribuição desproporcional de profissionais da saúde é considerado um problema mundial, permanente e sério. Segundo os autores, todos os países, ricos e pobres, reportam uma proporção maior de profissionais nas áreas urbanas e mais ricas. Na Nicarágua, cerca de 50% dos profissionais estão concentrados na capital, Manágua, que reúne apenas 1/5 da população.

No México, a estimativa é de que 15% de todos os médicos estão desempregados, em subempregos ou inativos. A imensidão territorial da Indonésia dificulta a distribuição dos serviços de saúde. Médicos e enfermeiros estão relutantes em se deslocar a ilhas remotas ou florestas, que sequer permitem uma boa comunicação com o resto do país.

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14/06/2006 - Fonte www.opas.org.br

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